TEJO: ONDE A TRADIÇÃO ENCONTRA O
FLUXO DA INOVAÇÃO
Um vale fértil moldado pela
generosidade do rio Tejo
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Uma região histórica com raízes na viticultura

Tejo, anteriormente conhecido como Ribatejo, é uma das regiões vinícolas mais históricas de Portugal, com um legado de produção de vinho que remonta à época romana. Localizada no centro de Portugal, o seu nome deriva do rio Tejo, que desempenha um papel vital na formação do terroir da região e na sustentabilidade da sua abundância agrícola.

Conhecida pelos seus diversos estilos de vinho, a região do Tejo produz vinhos acessíveis e frutados, bem como vinhos complexos e com potencial de envelhecimento. As suas vinhas estão espalhadas por planícies férteis, colinas ondulantes e planaltos arborizados, criando condições ideais para castas autóctones e internacionais.

Três terroirs distintos: uma região de contrastes

O Tejo está dividido em três zonas principais, cada uma com características únicas devido à proximidade com o rio Tejo e às diferenças na composição do solo:

  1. Campo (Várzeas):

    • As margens férteis do rio Tejo, ideais para a produção de vinhos frescos e frutados de alto rendimento.

  2. Bairro (Colinas calcárias):

    • Zonas altas com solos argilo-calcários, que produzem vinhos mais estruturados e complexos, especialmente tintos.

  3. Charneca (Terras altas arenosas):

    • Seco e mais quente, com solos arenosos que resultam em vinhos concentrados e encorpados.

Uma fusão de variedades indígenas e internacionais

O Tejo é conhecido pela sua adaptabilidade, abrangendo tanto castas tradicionais portuguesas como variedades internacionais para produzir uma vasta gama de vinhos.

  • Uvas Tintas:

    • Castelão:
      Uma das variedades mais proeminentes do Tejo, produzindo tintos suaves e frutados com um toque de especiarias.

    • Touriga Nacional:
      Adiciona estrutura, aromas florais e sabores frutados intensos às misturas.

    • Aragonez (Tinta Roriz):
      Conhecida pela sua versatilidade, esta casta confere notas de frutos vermelhos e taninos firmes.

    • Trincadeira:
      Oferece tons terrosos e herbáceos com acidez vibrante, prosperando no clima quente da região.

    • Syrah and Cabernet Sauvignon:
      Castas internacionais populares que enriquecem os vinhos tintos da região com complexidade e riqueza.

  • Uvas Blancas:

    • Fernão Pires (Maria Gomes):
      A casta branca dominante, que produz vinhos aromáticos com notas florais e cítricas.

    • Arinto:
      Apreciado pela sua acidez vibrante e frescura cítrica, frequentemente misturado com outras variedades.

    • Chardonnay and Sauvignon Blanc:
      Castas internacionais que conferem elegância e um toque moderno aos brancos do Tejo.

    • Verdelho:
      Conhecido pelos seus sabores a frutos tropicais e acidez equilibrada, está a tornar-se cada vez mais popular na região.

A influência do rio Tejo

O rio Tejo é a força vital da região do Tejo, moderando as temperaturas, enriquecendo os solos e sustentando a viticultura em toda a sua diversidade paisagística.

  • Solos:
    Os solos aluviais férteis dominam as planícies aluviais, enquanto os solos argilo-calcários nas colinas e os solos arenosos nas terras altas adicionam variedade ao terroir da região.

  • Clima:
    Um clima mediterrânico com fortes influências continentais garante verões quentes e invernos amenos, com o rio a proporcionar brisas refrescantes.

Equilibrando tradição e modernidade

A história da produção de vinho no Tejo está profundamente enraizada no património cultural de Portugal, com algumas vinhas que remontam a séculos atrás. Embora a região fosse historicamente conhecida pela produção em grande escala, nas últimas décadas assistiu-se a uma mudança para uma produção de vinho focada na qualidade.

Producers in Tejo blend modern techniques with time-honored practices, such as aging wines in clay amphorae or oak barrels, to craft wines that reflect the region’s natural richness and diversity.

Dos prazeres do dia a dia às expressões elegantes

  • Tintos Tranquilos:
    Os tintos do Tejo são acessíveis e frutados, variando entre leves e fáceis de beber e encorpados e estruturados, com excelente potencial de envelhecimento.

  • Brancos Tranquilos:
    Os brancos são frescos e aromáticos, com sabores cítricos, maçã verde e frutas tropicais.

  • Rosés:
    Brilhantes e refrescantes, os rosés do Tejo apresentam frequentemente notas de frutos vermelhos e uma acidez viva.

  • Vinhos Fortificados:
    Embora menos comum, a região produz vinhos fortificados com perfis ricos e complexos.

Curiosidades

  • «O rio Tejo tem sido uma parte vital da cultura vinícola do Tejo durante séculos, influenciando tanto o terroir como o comércio dos seus vinhos.»
  • «O Tejo é uma das regiões vinícolas mais sustentáveis de Portugal, com muitos produtores a adotarem práticas ecológicas.»
  • «Fernão Pires, a casta branca dominante da região, é uma das variedades mais aromáticas de Portugal.»

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