A região do Douro é Património Mundial da UNESCO e uma das mais antigas regiões demarcadas do mundo, oficialmente criada em 1756. Embora mundialmente conhecida como o berço do vinho do Porto, o Douro também se destaca pela produção de vinhos tranquilos excecionais, tanto tintos como brancos.
A geografia única do Douro, com as suas vinhas em socalcos escarpados esculpidos em encostas de xisto, cria uma paisagem dramática que é tão desafiante para os viticultores quanto gratificante. Dividida em três sub-regiões — Baixo Corgo, Cima Corgo e Douro Superior — cada uma contribui com as suas características distintas para os vinhos do Vale do Douro.
As castas autóctones do Douro são a alma dos seus vinhos de classe mundial. Cada casta traz características únicas, moldadas pelo terroir distinto das sub-regiões.
Uvas Tintas:
Touriga Nacional:
Conhecida como a «joia das uvas portuguesas», a Touriga Nacional prospera em toda a região do Douro, particularmente em Cima Corgo. Produz vinhos estruturados e aromáticos, com notas florais, frutos pretos maduros e grande potencial de envelhecimento.
Touriga Franca:
Valorizada pela sua suavidade e fragrância, a Touriga Franca é amplamente plantada no Douro Superior, onde contribui com requinte e elegância aos lotes.
Tinta Roriz (Tempranillo):
Esta casta versátil adapta-se bem às três sub-regiões, mas o seu carácter rico e frutado é especialmente proeminente no Baixo Corgo, onde o clima mais fresco preserva a sua acidez.
Tinta Barroca:
Uma variedade resistente, adequada para regiões mais frias como o Baixo Corgo, a Tinta Barroca confere corpo e riqueza tanto aos vinhos do Porto como aos vinhos de mesa.
Tinto Cão:
Esta casta de baixo rendimento destaca-se na Cima Corgo, produzindo vinhos com elevada acidez e sabores a frutos vermelhos e especiarias, realçando frequentemente a estrutura dos loteamentos.
Uvas Brancas:
Viosinho:
Presente em todas as sub-regiões, mas particularmente expressivo na Cima Corgo, o Viosinho produz vinhos brancos elegantes, minerais e com acidez equilibrada.
Rabigato:
Prosperando na Região do Douro Superior, o Rabigato é apreciado pela sua acidez viva e sabores cítricos, sendo frequentemente utilizado para conferir frescura aos vinhos brancos de lote.
Gouveio (Verdelho):
A casta Gouveio é amplamente cultivada no Baixo Corgo, onde os seus sabores a frutos de caroço maduros e a acidez picante a tornam uma casta fundamental nos vinhos brancos do Douro.
Malvasia Fina:
Esta variedade aromática é um elemento essencial em toda a região, conferindo notas florais e melosas aos vinhos brancos do Douro.
Códega do Larinho:
Cultivada principalmente no Douro Superior, esta casta confere aromas de frutos tropicais e riqueza aos vinhos de lote.
Os solos do Douro são principalmente xistosos, uma rocha metamórfica que retém o calor e permite que as videiras desenvolvam raízes profundas em busca de água. Os terraços íngremes da região maximizam a exposição solar, enquanto o rio Douro e os seus afluentes moderam o clima, evitando temperaturas extremas.
A tradição vinícola do Douro remonta a séculos, combinando tradição e técnicas modernas. Desde a utilização dos tradicionais lagares — cubas de pedra para pisar as uvas — até abordagens inovadoras na gestão das vinhas, os enólogos do Douro dedicam-se à produção de vinhos que expressam o caráter único da região.
Vinhos do Porto:
O produto mais famoso do Douro, o vinho do Porto, é um vinho fortificado disponível numa variedade de estilos, desde o Ruby e o Tawny ao Vintage e ao Late Bottled Vintage (LBV).
Tintos Tranquilos:
Os tintos do Douro são ricos, estruturados e complexos, apresentando frutos pretos, especiarias e taninos elegantes.
Brancos Tranquilos:
Frescos e minerais, os vinhos brancos do Douro equilibram frequentemente uma acidez vibrante com sabores a fruta madura.